Hoje, falar em “interação” é quase automático — basta um toque na tela e tudo acontece em segundos. Mas, há algumas décadas, esse encontro entre quem escrevia e quem lia exigia tempo, coragem e, sobretudo, verdade.
Talvez por isso fosse tão mais intenso. Cada palavra carregava intenção, cada resposta tinha peso, e o vínculo que se criava era feito de espera, confiança e sentimento.
Leitores não eram apenas números ou comentários rápidos: eram presença, participação genuína, cumplicidade construída aos poucos.
O texto a seguir é prova disso. Uma carta escrita por uma leitora de 16 anos, há mais de 30 anos, enviada a um jornal estudantil — acompanhada de uma poesia tão delicada quanto sincera.
Vale a pena ler e sentir por si mesmo.